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ENERGIA DE VIDA DA SABEDORIA UNIVERSAL
REIKI
É um conhecimento milenar, que foi resgatado pelo monge, médico e professor japonês MIKAO USUI e que foi posteriormente difundido pelo mundo através de seus discípulos.
O REIKI é a energia de vida da sabedoria universal.
Essa energia pode ser aplicada pela imposição das mãos em pessoas, animais, plantas, alimentos, na água e até mesmo em situações concretas de vida. Reiki pode ser, em níveis avançados, enviado à distância.
É preciso, contudo, que haja disposição e aceitação para recebê-lo, pois o Reiki não pode ser imposto obrigatoriamente a ninguém. Essa energia universal respeita o livre arbítrio das pessoas.
O Reiki alivia dores, cansaço, revigora e cura, pois nos coloca em contato com a grande fonte da energia cósmica universal.
Essa energia sempre beneficia, pois é baseada no amor e na compaixão divinos. Para receber o Reiki não é preciso ter fé ou acreditar. Basta querer e permitir que ele flui.
Reiki não é uma seita ou religião, podendo a pessoa professar qualquer credo, que ele não interfere nisso.
Qualquer pessoa que tenha feito o curso com um mestre qualificado poderá aplicá-lo e qualquer um poderá recebê-lo.
O Reiki pode melhorar a sua vida, pois ele é um método de liberação do corpo e da mente.
Procure mais informações na literatura sobre o assunto, pois existem muitos livros, como o do mestre Johnny De´ Carli (REIKI: amor, cura e transformação, Ed. Madras, São Paulo), dentre outros.
Pratique Reiki e viva melhor, em plenitude.
Procure um mestre de Reiki.
(Texto escrito por José de Castro iniciado no Nível I de Reiki, em Natal/RN, pela mestra Rejane Franco)
Escrito por José de Castro às 23h24
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POESIA FEMININA
CARMEN VASCONCELOS
Essa poetisa nasceu em Angicos/RN. Publicou seus primeiros poemas no “O Galo”, da Fundação José Augusto, de Natal. Foi colaboradora da revista “Augusta”, de João Pessoa/PB.
A respeito dela, afirmou Luís Carlos Guimarães na orelha do livro “Chuva Ácida”: “O espaço é pequeno demais para uma avaliação de quanto é surpreendente e instigante a poesia de Carmen Vasconcelos, uma das mais promissoras revelações de poeta dos últimos anos.”
“Chuva Ácida” tem apresentação do multi-artista Dorian Gray Caldas que enaltece o “cristal incandescente” da poesia de Carmen Vasconcelos: “... louvemos a poeta no brilho dos seus jovens anos. Como uma vestal, uma luz, um milagre pela dádiva que a poesia permite.”
RAIZ DO POEMA
Escutai...
Vibra a pele da terra
tocada pelo balbucio
da serpente de água...
Escutai o lascivo percurso
corrente do corpo delgado
parindo relva e arbusto e árvore e roçado.
À margem, menino sorridente e sua pandorga
voam à origem.
Eu não vôo nem mergulho.
Nem guelra nem asa.
Escrevo. Escavo.
Procuro raiz.
(Carmen Vasconcelos. Chuva Ácida. Natal/RN: Fundação José Augusto, 2000).
Escrito por José de Castro às 19h31
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I NOITE LITERÁRIA
COLÉGIO EXECUTIVO
Acabo de chegar do Colégio Executivo daqui de Natal/RN, tendo participado da I Noite Literária organizada pela escola.
Foi um evento muito bonito e significativo, ocasião em que vários autores foram homenageados: Ana Maria Machado (prêmio Hans Christian Andersen de Literatura, equivalente ao Nobel infanto-juvenil)), Ruth Rocha (autora também muito premiada), Ziraldo (o genial cartunista, criador do Menino Maluquinho).
Como o livro “A marreca de Rebeca e outros poemas” foi adotado pelo Colégio, eu também fui um dos homenageados e, confesso, fiquei muito emocionado.
O primeiro impacto foi o de ver, logo no saguão da escola vários desenhos inspirados no meu livro e também uma série de depoimentos de alunos. Ao lado dos desenhos, uma série de poemas produzidos pela 3ª série do Ensino Fundamental, uma espécie de “releitura” dos poemas da Marreca. Fiquei admirado com a qualidade da poesia produzida pelas crianças. Eu vou passar lá depois para conseguir uma cópia de cada um dos poemas, pois pretendo enviá-los à Editora Paulus. Tinha também um painel com algumas fotos tiradas na manhã de autógrafos que aconteceu com os alunos da Professora Dalva, carinhosamente chamada de Dalvinha.
Os alunos do Ensino Fundamental fizeram a apresentação dramatizada de obras de Ana Maria Machado, Ziraldo, Ruth Rocha e também do “A marreca de Rebeca”. Vários poemas desse livro foram declamados e dois deles dramatizados: “O obeso” e o poema título “A marreca de Rebeca”.
Achei muito interessante a interpretação do poema sobre o elefante Cerezo, não tendo faltado a balança e tendo contado com a presença da equipe de médicos cirurgiões do Dr. Pitangui que estava fazendo a lipoaspiração no elefante para diminuir o seu peso.
A encenação do poema-título foi bem dinâmica, com direito a furreca, peteca, um pai careca, e até mesmo uma perereca saltitante e engraçada. Tudo foi uma festa.
Fui agraciado com uma placa, entregue pela diretora do Colégio, oportunidade em que pude agradecer todas aquelas homenagens, principalmente o carinho das crianças. Destaquei o fato de que elas estavam conseguindo dar um passo além da leitura: estavam se tornando também autoras. E já demonstrando muita sensibilidade e domínio na arte de criar poemas.
Faço votos de que a I Noite Literária do Colégio Executivo possa ser uma semente fecunda que gere muitos frutos em torno da leitura e da escrita, fazendo dessa atividade algo sempre alegre e prazeroso, e que o contato com livros e com autores possa estimular a expressão das emoções, do conhecimento e da sabedoria que reside no coração de cada um dos alunos desse estabelecimento de ensino. Parabéns à toda a equipe do colégio. E muito obrigado pela oportunidade.
Escrito por José de Castro às 21h23
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POEMAS POTIGUARES
LUÍS CARLOS GUIMARÃES (1934-2001)
Este é um dos maiores poetas potiguares, cuja poesia já extrapolou as fronteiras do Rio Grande do Norte, repercutem pelo Brasil e pelo mundo afora. Foi também excelente tradutor de grandes nomes da poesia universal.
Dentre suas obras pode-se citar: O aprendiz e a canção ((poesia/1961); As cores do dia (poesia/1965 – prêmio Luís da Câmara Cascudo); O pequeno relógio da coragem (novela – inédita – Prêmio Luís da Câmara Cascudo 1974); Ponto de fuga (poesia/1979 – prêmio Fundação Augusto, 1978); O sal da palavra (poesia/1984 – prêmio Othoniel Menezes, 1981). Pauta de passarinho (poesia/1992); A lua no espelho (poesia/1993 – prêmio Jorge de Lima 1994, obra publicada – União Brasileira de Escritores); 118 traições bem intencionadas de poetas latino-americanos e de Arthur Rimbaud (inédito); O fruto maduro (poesia/1996); O funil (seleção e organização de textos de Ricardo Luís Lins Guimarães – obra publicado após o falecimento do poeta).
Em sua homenagem, anualmente é realizado o “Concurso de Poesia Luís Carlos Guimarães”, pela Fundação José Augusto de Natal/RN, o qual já revelou diversos autores como Karina Grace Ferreira de Oliveira, Jeanne de Araújo Silva e Araújo, Alexandre Magnus Abrantes de Albuquerque, Mário César Gomes, Jaciana Dantas de Medeiros, dentre outros. Os poetas premiados em 2002 e em 2003 tiveram seus trabalhos publicados nos livros “13 poetas novos” e “20 poetas novos”, pela referida Fundação.
Brindo o leitor com:
ADIVINHAS EM PARCERIA
COM MILLÔR FERNANDES
Quando o frio embaça e a chuva amordaça
o vento há calafrio na alma da vidraça?
Quando passam de roupas leves, quase nuas
que farão do corpo que esplende todas duas?
A rosa nasce porque nasce ou é manufaturada
pela florista em acrílico de cor alarajanda?
Se o barril aguarda o sotaque dos vinhos,
que idioma o bêbado fala pelos caminhos?
Se atraso em mil grãos o relógio de areia,
chegarei na hora para comer a última ceia?
(Luís Carlos Guimarães, A lua no espelho. Natal/RN: Clima, 1993)
Tive o enorme prazer de conhecê-lo em vida e, inclusive, compus com ele um dos júris do Concurso Othoniel Menezes de Poesia, junto com outro grande poeta, Diógenes da Cunha Lima.
Por ocasião de sua passagem para as estrelas, dediquei-lhe o seguinte poema:
"Longe foi/o menino azul,/magicamente/desaparecido/num incidente/fatal de poesia."
Escrito por José de Castro às 12h53
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LITERATURA INFANTO JUVENIL
A QUESTÃO DA ILUSTRAÇÃO
O meu amigo Moacy Cirne (www.balaiovermelho.blogger.com.br] faz um comentário interessante acerca do livro infanto-juvenil acerca da necessidade da ilustração. Concordo com ele. Livro pra criança e pra adolescente tem que ser muito bem ilustrado, pois isso motiva mais a leitura. Tem certas ilustrações, inclusive, que superam o próprio texto e transformam o livro numa verdadeira obra de arte visual. Contudo, o ideal é que haja identidade e diálogo entre texto e imagem. Nem a mera redundância e nem tampouco a distância que dificulta o estabelecimento de relacionamento entre as duas linguagens. É bom que haja um casamento perfeito entre texto e imagem. Daí a importância de o ilustrador ter a sensibilidade e a capacidade de fazer um trabalho que poderá complementar ou suplementar o texto. É bom que as imagens reforcem o conteúdo escrito, mas que consigam também criar uma certa aura de magia e de sugestão em torno dos temas enfocados. Existem vários ilustradores que admiro, como o Eliardo França (que ilustrou o meu livro “A marreca de Rebeca e outros poemas) que é um mágico do pincel e de várias técnicas visuais. Tem ainda a Claudia Scatamacchia (que ilustrou alguns livros do Câmara Cascudo), o Luiz Maia (que ilustrou o premiado “Poemas para brincar” do José Paulo Paes), o Roger Mello, a Mariângela Haddad, a Helena Alexandrino, a Ângela Lago (ABC doido), a Eva Furnari (que faz um livro-imagem de qualidade), além da genial Marilda Castanha e do seu marido Nelson Cruz. Tem alguns que são hors-concours, como o Ziraldo, com o seu traço genial. E tem ainda outros, que deixo de citar por falta de espaço aqui no blog. Felizmente, o Brasil tem excelentes ilustradores que têm sido reconhecidos em âmbito universal. Assim, espero ser agraciado por alguma editora com o pincel mágico de qualquer um desses que citei. O que não descarta a possibilidade de ter, também, algum ilustrador aqui de Natal. Aliás, o meu livro de humor (Quem brinca em serviço) foi muito bem ilustrado pelo Ivan Cabral, esse cartunista que também tem tido reconhecimento nacional.
Escrito por José de Castro às 07h47
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PARA MEDITAR
SATTVA (trechos)
(...)
Só no mar
Um rio encontra repouso.
É quando morre como rio,
E some no mar.
(...)
Tornando-se mar,
O rio sacrifica sua identidade,
Mas realiza a infinitude...
(...)
(Hermógenes, in Canção universal. Rio de Janeiro: Record, 1979.)
Escrito por José de Castro às 10h11
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LITERATURA INFANTO-JUVENIL
Hoje acabei de escrever mais um livro de poemas infanto-juvenis. É todo ele dedicado aos temas circenses. Quem nunca foi criança ou, mesmo depois de adulto, não foi assistir a um espetáculo de circo? Eu confesso que gosto e, quando chega um novo circo, fico sempre querendo ir lá para conferir. O livro aborda quase todo o universo do circo, desde os palhaços até os leões, trapezistas, sem faltar o temível globo da morte. Mais, por enquanto, não posso adiantar. Mas, como sempre, pra dar um gostinho vou colocar dois trechos do poema que fala da foca amestrada.
A FOCA
A foca na bacia
mira-se no espelho,
penteia os bigodes
e sorri bem faceira.
Até parece a mãe d’água
a se enfeitar.
(...)
O espetáculo avança
e mostra uma foca diferente:
em vez de bola
equilibra na ponta do nariz
um mico de sapato de verniz
sorrindo, até parece gente.
(...)
Os originais desse novo livro seguirão para algumas editoras, ainda sem endereço certo. É a velha batalha da publicação. Mas, tenho fé e continuarei produzindo.
Escrito por José de Castro às 22h50
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CONTEMPLAÇÃO
MINHA JANELA
Bem pequena é minha janela.
Mesmo assim, é por ela que passa o solzinho
morno do inverno que lava de luz os papéis sobre
a mesa.
Mesmo sem adorno neste instante, emoldura
encantador pedaço de Deus.
O muro mineral e branco, igual e parado.
A árvore florida pintando o muro de sombras;
fortuita lagartixa ociosa sobre o muro,
olhando o sol e balançando a cabeça
como a agradecer o calor.
Exígua é minha janela.
Mas me deixa ver muitas estrelas, quando o luar
falta no céu.
Por ela se esgueira meu sonho de visitar e conquistar o cosmo.
Minha janela é do tamanho exato de minha capacidade
de me alumbrar.
(Hermógenes, in Canção universal. Rio de Janeiro: Record, 1979)
Hermógenes é um natalense que vive no Rio de Janeiro dando aulas de Hatha Yoga, meditando e escrevendo os seus livros. Anualmente vem a Natal para dar palestras sobre Yoga. Tem outros livros escritos, além deste, como o "Autoperfeição com Hatha Yoga", "Superação", dentre outros.
Escrito por José de Castro às 12h02
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